segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Palavra de RENOVO para sua FÉ! - Trechos de Hebreus

        Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes  ltimos dias a nós nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, e por quem fez também o mundo. Sendo ele o resplendor da sua glória e a expressa imagem do seu Ser, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo ele mesmo feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade nas alturas, feito tanto mais excelente do que os anjos, quanto herdou mais excelente nome do que eles (...). 

        Por isso convém atentarmos mais  diligentemente para as coisas que ouvimos, para que em tempo algum nos desviemos delas. Pois se a palavra falada pelos anjos permaneceu firme, e toda transgressão e desobediência recebeu justa retribuição, como escaparemos nós, se descuidarmos de tão grande salvação? A qual, tendo sido anunciada inicialmente pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram: testificando Deus juntamente com eles, por sinais e prodígios, e por múltiplos milagres e dons do Espírito Santo, distribuídos segundo a sua vontade (...). 

        Fizeste-o um pouco menor que os anjos, de glória e de honra o coroaste, todas as coisas lhe sujeitaste debaixo dos pés. Ora, visto que lhe sujeitou todas as coisas, nada deixou que não lhe fosse sujeito. Mas agora ainda não vemos todas as coisas sujeitas a ele. Vemos, porém, aquele que foi feito um pouco menor que os anjos, Jesus, coroado de glória e honra, por causa da paixão da morte, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todos (...). 

        Portanto, visto como os filhos são participantes comuns de carne e sangue, também ele semelhantemente participou das mesmas coisas, para que pela morte derrotasse aquele que tinha o poder da morte, isto é, o Diabo; e livrasse todos aqueles que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à escravidão. Pois, na verdade, não presta auxílio aos anjos, mas sim à descendência de Abraão. Pelo que convinha que em tudo fosse feito semelhante a seus irmãos, para se tornar um sumo sacerdote misericordioso e fiel nas coisas concernentes a Deus, a fim de fazer propiciação pelos pecados do povo. Porque naquilo que ele mesmo, sendo tentado, padeceu, pode socorrer aos que são tentados (...). 

        Mas Cristo o é como Filho sobre a casa de Deus; a qual casa somos nós, se tão-somente conservarmos firmes até o fim a nossa confiança e a glória da esperança. Pelo que, como diz o Espírito Santo: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações, como na provocação, no dia da tentação no deserto, onde vossos pais me tentaram, pondo-me à prova, e viram por quarenta anos as minhas obras. Por isto me indignei contra essa geração, e disse: Estes sempre erram em seu coração, e não chegaram a conhecer os meus caminhos. Assim jurei na minha ira: Não entrarão no meu descanso. Vede, irmãos, que nunca se ache em qualquer de vós um perverso coração de incredulidade, para se apartar do Deus vivo. Antes, exortai-vos uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama Hoje, para que nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado; porque nos temos tornado participantes de Cristo, se é que guardamos firme até o fim a nossa confiança inicial (...). 

        Portanto, tendo-nos sido deixada a promessa de entrarmos no seu descanso, temamos não haja algum de vós que pareça ter falhado (...). Pois aquele que entrou no descanso de Deus, esse também descansou de suas obras, assim como Deus das suas. Ora, à vista disso, procuremos diligentemente entrar naquele descanso, para que ninguém caia no mesmo exemplo de desobediência. Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até a divisão de alma e espírito, e de juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração. E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele a quem havemos de prestar contas. 

        Tendo, portanto, um grande sumo sacerdote, Jesus, Filho de Deus, que penetrou os céus, retenhamos firmemente a nossa confissão. Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. Cheguemo-nos, pois, confiadamente ao trono da graça, para que recebamos misericórdia e achemos graça, a fim de sermos socorridos no momento oportuno.

Trechos do livro de Hebreus, capítulos 1 ao 4.

domingo, 23 de dezembro de 2012

Olá, meu nome é Cristão. Mas pode me chamar de Sr. Confuso!


O negocio é o seguinte, teólogos de plantão e afins, atentem para uma pitada de polêmica:
Sempre quis saber, porque alguns falam que quem faz teologia absorve o sério risco de se desviar do evangelho ou até do catolicismo, tornando-se assim uma pessoa com conhecimentos mas com pouca fé.
Diria que há verdade nisso, mas em parte.

A pouco, adquiri um livro chamado "Uma Breve História do Cristianismo", e não me arrependo, o fiz pois sempre tive o interesse pela história da "minha religião" (como assim chamam por ai). Ainda não terminei de lê-lo, entretanto ao passar das páginas, eu pensava: "O que o homem fez de maligno, achando defender e proteger a palavra de Deus, lembraram da espada e dos discursos, mas esqueceram-se do amor e dos ensinos de Jesus, católicos e protestantes, ambos estão tão confusos em seus caminhos, as palavras se contrastam com as ações..." As reticencias representam algo a mais, que não gostaria de compartilhar, para não ser taxado de herege ou desviado, né?
Mas a verdade é que acredito não ter pensado nisso em vão, não estou longe de Deus, ao contrário, estou sentido a dor de Deus, a dor que o homem não sente quando julga o outro, a dor que só Deus sente ao saber o peso de uma condenação.

Protestantes, os católicos construíram uma base pra vocês, a Bíblia Sagrada que lemos foi traduzida por uma porção de padres e monges católicos, pois os exemplares antigos estava em latim e outra época mais antiga em grego, aramaico e hebraico, e naquele tempo não tinha notebook pra digitar, era tudo na mãozinha. Já teve a "sorte" de adquirir tendinite meu irmão e minha irmã? Sentiu o drama?

Católicos, os protestantes avisaram que Deus "não curte" as imagens, por um motivo simples e bobo, elas não representam o corpo glorificado de Cristo, que é muito mais belo que uma representação em seja la qual for o material. E Maria foi uma santa realmente, enquanto em vida terrena uma exemplar discípula, digna de ser imitada, mas nem enquanto viva pode ser digna de ser adorada, e nem em morte pode ser uma intercessora. Pergunte a qualquer padre que concluiu a sua teologia, quem é o intercessor dos homens perante Deus. Adianto-me, eis sua resposta: "Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem." (1 Timóteo 2:5-6)

Ateus e Céticos, não os julgo pela vossa incredulidade, criamos uma confusão com isso tudo ao longo dos séculos, que nem nós nos acostumamos com tanto "bla bla bla" de quem está certo e quem está errado. Nos perdoe, e nos dê um tempo pra concertarmos isso, 2000 anos ainda não foi suficiente para todos entendermos o que Jesus quis dizer com "dar a outra face" dentre outros ensinos, que dizemos saber de cór e não nos envergonhamos em não cumpri-los .

Falar mais o que? Acredite, prefiro parar, afinal não quero me contradizer com o "bla bla bla".
O assunto é sério, exige jogarmos fora um pouco (se não tudo) daquilo que acreditamos estar certo e inabalável, sabe? Tipo, ir todo domingo pra igreja, e nenhum dia falar de Jesus... Encher a barriga de comida, a casa de coisas e o corpo de roupas e não praticar a caridade... Acusar o amigo de heresia e mandar ele pro inferno, esquecendo-se que nem Jesus veio condenar o mundo, mas salvá-lo... Dizer que crê no milagre, e ir correndo pro médico antes mesmo de falar com Deus... essas pequenas coisas que agente aprende, e achamos ser normal.

Eu fico doente, e temo por minhas alma, quando penso em algumas coisas que foram ditas nos livros dos evangelhos, 3 coisas pelo menos:
1. Quem não aborrece os pais, amigos ou irmãos (quem não renuncia o conforto do lar), não é digno de ser chamado discípulo de Jesus (Lucas 24: 25) - Mas adoramos nos acomodar em nosso sofá, nossas rodas de amigos e nossos relacionamentos apaixonados, "evangelizar é pra quem tem o dom", pensamos;
2. O Reino de Deus é Poder (1. Co. 4:20) - Onde está esse Poder? A forma que buscamos como artificio para recebê-lo está realmente correta? Quantos cegos e aleijados você curou semana passada, pela sua fervorosa oração? Perai... você orou só pela sua vida na semana passada? Pediu quantas bençãos para si?
3. Jesus operou muito, e disse que quem crê nele farão as mesmas obras e até maiores (Jo. 14:12) - E ai irmão? Nenhum milagresinho em nome de Jesus esses dias?

Pense um pouco sobre isso, apenas leia mais o Sermão da Montanha no livro de Mateus (cap. 5 ao 7) e ore mais em favor de Poder de Deus e respostas, e verá que nossos passos estão carregados de velocidade, mas manchados de confusão e omissão.
Outros que se desviem, ja basta o quanto me desviei achando estar correto transbordando liturgia e hipocrisia. Tudo o que quero agora, é aprender com Jesus, e nada mais!

Boa Noite, e bom domingo.
Lembra que foi num domingo que Jesus ressuscitou? Irado né? :)

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

A Graça de Deus é Cristo; A 'Grassa' dos homens é Barrabás - texto: Mauricio Zágari


Fui convidado a pregar ontem no culto de ações de graças pelo fim do semestre letivo dos alunos do Instituto Militar de Engenharia (IME), no Rio de Janeiro. O culto tinha um tema: Graça. Por isso, venho meditando há alguns dias sobre esse conceito basilar do Evangelho que, aliás, é perfeito para o post número 200 do APENAS. Para minha surpresa, o que brotou em meu coração ao pensar em algo tão magnífico foi... tristeza, acredite se quiser. E explico por quê. Pois não consegui pensar somente na graça de Deus, mas também na sua expressão no relacionamento entre os homens. Falamos muito sobre ela. Falamos. Mas... será que a temos vivido como deveríamos? Bem, aí a coisa começa a complicar. Pois é difícil encontrar alguém que a viva de fato em sua plenitude. E me incluo nisso, obviamente. Desfrutamos da graça de Deus, mas na hora de refleti-la ao próximo... não conseguimos. Graça falada encontramos por todos os lados. Mas graça vivida? Artigo raro. Exaltamos com toda razão a graça de Deus. Mas acredito que a sua manifestação não está somente no ato divino de salvar. Está em nos conceder o privilégio de nos tornarmos embaixadores da graça ao vivermos dispensando aos outros a mesma graça que Deus demonstra para conosco. Só que, nesse ponto, lamentavelmente temos chutado a bola muito acima do travessão.
A questão é que muitos de nós empacam na graça divina. Jogam âncora ali e dali não saem, estacionados nessa que é a maior característica do amor de Deus. Mas não vivem a graça na relação com os seus semelhantes, demonstrada essencialmente pelo amor e a misericórdia ao próximo. Vejo muitos e muitos exemplos e, ao vê-los, sempre lembro-me de 1 João 4.21: "Ora, temos, da parte dele, este mandamento: que aquele que ama a Deus ame também a seu irmão". E esse, infelizmente, é um mandamento que poucos cumprem. E, ao descumpri-lo, pecam. Confesso esse pecado. Você é capaz de confessá-lo também?
Há muitas maneiras de falar sobre a graça mas não vivê-la. E todas se resumem ao pecado denunciado por essa passagem da primeira epístola de  João: amamos Deus mas tratamos o próximo sem amor. O que, na soma final, é igual a zero. O resultado dessa matemática é nulo.  E vivemos uma vida espiritual no zero a zero.
A graça de Deus se manifesta, por exemplo, em amar o mundo de tal maneira a ponto de se sacrificar por ele. Mas nós? Se formos ser honestos constataremos que estamos longe disso. Tratamos o não cristão como inimigo. Incircunciso. Ímpio. Miserável pecador. Filisteu. Vemos, por exemplo, um homossexual e o desprezamos como uma aberração, sem saber se Deus tem planos para sua vida, como se a graça de Cristo não pudesse alcançar também aquela alma - que é menos especial do que nós, lógico, afinal somos cristão perfeitos e inerrantes e aquele cara é... bem, é um pecador. Fazemos piadinhas entre os crentes em voz baixa,  o tratamos como um endemoninhado ou um personagem de comédia, sem nenhuma compaixão. Pedra nele.
Eu acredito que Jesus salva homossexuais, do exato mesmo modo que salva praticantes de pecados terríveis: vaidosos, iracundos, fofoqueiros, mentirosos, murmuradores, glutões, servos de Mamom, gananciosos, orgulhosos, arrogantes. Salvou a mim e a você, que não valemos nada, por Deus! Como não salvaria qualquer outro? Mas damos uma demonstração ínfima de graça no trato com quem não compartilha de nossa fé. Quando damos.
A graça de Deus também se manifesta no fato de que ele perdoa pecados. Mas nós? Queremos atirar em quem peca a primeira, a segunda e a terceira pedras. E a quarta não seria nada mal, só pra garantir. Meu Deus, como somos implacáveis e soberbos... Como fechamos os olhos aos nossos próprios pecados pós-conversão e fuzilamos sem chance de apelação o irmão que pecou, mesmo sabendo que todos nós também cometemos pecados horríveis todos os dias. Graça? Sim, ó maravilhosa graça, tão magnífica... para mim. Mas para os outros? Para aquele... pecador?! Jamais... Para os outros, se propomos oferecê-la voam acusações de que estamos defendendo a "graça barata" de Bonhoeffer. Implacáveis nós, que a proclamamos mas não a pomos em prática. Matemos os que pecam e dissolvamos seu corpo em ácido, para que não tenha nenhuma possibilidade de restauração.
Olho a ausência de demonstrações de graça de cristãos para com cristãos e imagino o que o Deus da graça tinha em mente ao inspirar Pedro, Paulo, Tiago e João para escrever epístolas que chamam cristãos em pecado ao arrependimento. Qual seria a finalidade do Espírito Santo com isso? Pelo que os homens têm feito, parece que o objetivo do Senhor era levar os arrependidos e perdoados a se tornarem párias dentro de suas igrejas, vidas inutilizáveis, que só servem para sentar no banco, serem segregados e discriminados, morrerem e serem lembrados como "aquele que pecou". De preferência, esquecidos. É para isso que Deus restaura os cristãos que pecaram? Que geração mais impiedosa é a nossa, uma geração que idolatra a graça de Deus mas não tem  entendimento real de sua aplicação entre nós. Pois enquanto a graça da Cruz põe o cristão caído de pé, o veste de branco, lança seus pecados no fundo do mar e os afasta como o Oriente dista do Ocidente, a graça dos homens exila, guetifica, acusa, condena. Literalmente, os ímpios somos nós. Vou repetir: os ímpios, os impiedosos, os sem piedade, os sem compaixão, os sem misericórdia, os sem graça, os sem amor, portanto... somos nós.
Olhe em volta e, por favor, me diga que estou errado. Preciso ouvir isso.
A graça de Deus também se manifesta em priorizar o outro acima de si mesmo, como Aquele que despiu-se de Sua glória para pôr a humanidade desgraçada na porta de entrada do Céu. Mas nós? O outro será sempre o outro. Primeiro eu, depois o que me interessa, em seguida o que me convém, logo após meu ego e por último eu de novo. O próximo que temos de amar como nós mesmos habita o nosso espelho. Se não tem nosso nome e sobrenome, que Deus tenha misericórdia dele. Pois eu? Tenho que cuidar de mim. Não damos nosso tempo para o outro. Não damos nosso ombro para o outro. Falamos palavras belíssimas sobre amor e graça, mas na hora de nos sacrificarmos pelo próximo... onde? Onde? Onde, por Deus?
A graça de Deus também se manifesta em oposição ao legalismo. Acabei de editar o livro "Kingdom Come", do presidente internacional do ministério Mocidade para Cristo (MPC), David Wraight, em que ele faz uma explanação brilhante sobre isso. Ele aponta 1 Samuel 16.7 como o cerne da questão: “O Senhor não vê como o homem: o homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração”. Mas nós? Não importa quem é fulano, basta um porém e ele se tornará indigno da graça dos homens - dos homens, claro, pois para a graça de Deus não há ninguém indigno, ela é cega ao pecado e submissa somente ao misericordioso e amoroso querer divino. "O principal problema com o legalismo é que focaliza no que fazemos, ao invés de focalizar em quem nós somos", explana com brilhantismo David Wraight.
A interação de Jesus com os fariseus e mestres da lei mostra que o Senhor está muito mais interessado na essência do ser, com os valores instrínsecos que norteiam o nosso viver, do que na obediência a uma lista de tarefas a serem cumpridas ou não. É por isso que Davi foi chamado - e muitos não entendem por quê - de "homem segundo o coração de Deus": pois o Senhor não olhava para aquele assassino e adúltero como um assassino e adúltero, mas como um homem de Deus que assassinou e adulterou. A diferença é monumental - ou nem um único cristão escaparia, será que você consegue enxergar isso? Nem um único.
Uma vez que vieram o arrependimento, a confissão e o perdão, o pecado cometido é eliminado e, diante dos olhos do Todo-Poderoso, permanece tão somente a essência daquele que pecou. Você já teve curiosidade de ler o que acontece na vida do rei Davi após matar, adulterar e ser perdoado? É revelador que no mesmo capítulo da Bíblia que relata o confronto entre o profeta Natã e Davi acerca dos pecados do rei (2 Samuel 12), logo em seguida o texto mostra Davi sendo honrado por Deus, que lhe concede uma vitória estrondosa sobre os amonitas. Para Deus, restauração e triunfo. Para os homens? Vale a Lei: apedrejem Davi. Morte ao homem segundo o coração de Deus. Na teoria, amamos a graça. Na prática, vivemos o legalismo.
A  graça de Deus sempre nos trata como não merecemos, segundo a bondade e a misericórdia do Senhor e não segundo a nossa pecaminosidade. Já a graça dos homens nos pune por muito mais do que fizemos, sem misericórdia e muitas vezes sem uma justa justiça (pleonasmo proposital). A graça de Deus põe a Cruz em primeiro plano. A graça dos homens põe o pecado em primeiro plano. A graça de Deus diz "nem eu te condeno, vai e não peques mais" a graça dos homens diz "você está perdoada, mas fique longe de mim". A graça de Deus diz "pecado? Que pecado?". A graça dos homens diz "tá vendo aquela ali, é fulana, aquela safada que cometeu aquele pecado que te contei". A graça de Deus é Cristo. A grassa dos homens é Barrabás.
Por isso que você leu no título deste post "a grassa dos homens": não, não é um erro de português ou de digitação. É apenas uma forma de mostrar como a graça de Deus nas mãos dos homens torna-se algo distorcido, equivocado, que tem aparência de graça, som de graça mas só é graça aos ouvidos de quem ouve o discurso. Na prática, égrassa mesmo. Curiosamente, o dicionário define "grassa" como, veja você, a "propagação de uma doença"...
Você se lembra que, depois de ter assassinado, adulterado e de ter sido perdoado, Davi novamente incorre em pecado, ao mandar fazer o recenseamento do povo? Um pecado terrível, fétido às narinas de Deus, chamado vaidade. Quando o profeta Gade lhe dá a opção de escolher entre três tipos de punição, o pecador que já tinha sentido na pele tanto a graça de Deus quanto a grassa dos homens sabiamente escolheu, como relata 2 Samuel 24.14: "Prefiro cair nas mãos do Senhor, pois grande é a sua misericórdia, a cair nas mãos dos homens".  O conceito que Davi tinha da misericórdia dos homens não era dos melhores. Por que será?
Olho ao redor, olho para dentro de nós e, infelizmente, constato que nada mudou dos tempos de Davi para cá. Sou homem. Portanto, estou tão sujeito como qualquer outro a manifestar a grassa crendo piamente que estou sendo um justo agente da graça. Por  isso minha oração é que Deus me permita entender Sua graça, para ser menos injusto e cruel do que sou no trato com meu semelhante. Já fui muito mais implacável do que sou hoje. As pancadas da vida me ensinaram um pouquinho mais. Até porque sou pó, não valho nada e não tenho moral nenhuma para não estender graça ao meu próximo.
Você tem? Se tem, sinta-se à vontade para atirar a primeira pedra...
Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício.
Mauricio Zágari | 08/11/2012

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Desmascarando o Evolucionismo e Ateísmo - GENIAL!

PARTE 01


PARTE 02


PARTE 03


PARTE 04 - FINAL