quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

VOLTAMOS AOS DEUTERONÔMIOS!

Quero conversar um pouco sobre o EI (Estado Islâmico). Não vou fazer um raio-x sobre o mesmo, porquê isso o programa Fantástico já fez. Mas quero comentar o que está acontecendo. Sobre nossa época e sobre meu comportamento como cristão. Afinal, sou um ameaçado pelo EI. Se estivesse por aquelas bandas, poderia ser eu um decapitado, um fuzilado, um enforcado ou um queimado vivo. Mas aqui estou, não queimado, mas vivo, num país majoritariamente cristão, e assegurado por isso. Será?

Tenho medo. E essa é a nossa época. A época do medo, aliás, do terror. Você pode até me pedir para que eu não me preocupe, afinal os extremistas ainda não deram as caras por aqui. E talvez você diga mais, talvez diga que falar sobre terrorismo no Brasil é "agorar" o nosso país, que até então vive em paz com todas as religiões. Sinto dizer, mas ainda que longe, ainda que separados por milhares de quilômetros de territórios e mares, ainda somos um alvo. Lembre-se, os aviões encurtaram as distâncias.

Sabe o que é engraçado? A Bíblia, a nossa Bíblia Sagrada, relata as guerras e as batalhas do Antigo Testamento, e nos mostra que necessário era matar, naquela época, pela soberania da nação escolhida por Deus. Matar em nome de Deus e pela ordem de Deus era a situação. Qual a justificativa? Não contaminar-se com os hábitos dos povos estranhos. Vamos conferir no texto bíblico: "Assim farás a todas as cidades que estiverem mui longe de ti, que não forem das cidades destas nações. Porém, das cidades destas nações, que o Senhor teu Deus te dá em herança, nenhuma coisa que tem fôlego deixarás com vida. Antes destruí-las-ás totalmente; Aos heteus, e aos amorreus, e aos cananeus, e aos perizeus, e aos heveus, e aos jebuseus, como te ordenou o Senhor teu Deus. Para que não vos ensinem a fazer conforme a todas as suas abominações, que fizeram a seus deuses, e pequeis contra o Senhor vosso Deus." (Deuteronômio 20:15-18). É uma leitura difícil não é? Mas o povo escolhido por Deus para vencer essas guerras, lutavam e matavam povos que acreditavam cada qual em seu deus, ou deuses. Eram povos que adoravam-os, sacrificavam-se e suplicavam a esses deuses. Deuses que não tinham olhos, bocas ou ouvidos. Deuses (que escrevo em D maiúsculo, apenas por estarem depois do ponto) que não existiam, nem antes nem hoje. Justificável? Bom, o contexto da época em qualquer parte do mundo, não era a paz. Não se conquistavam territórios com um "por favor, posso invadir?".

Mas o fato é: Estou em maus lençóis? Sendo um cristão, acreditar no que diz a Bíblia e seguir este mesmo Deus que antes ordenou extermínios e hoje nos convida ao amor, estou eu me afogando em algum tipo de areia movediça? Estamos em contradições? Olha, apesar de querer dizer "sim" pela lógica humana, pelos olhos carnais, devo dizer "não", pela fé!
Acredito que embora no mundo as guerras nunca tiveram um fim, voltamos aos tempos de Deuteronômio. Acredito que movidos pela mesma ideia de uma nação com uma única doutrina e um único Deus, o EI assim está fazendo nos tempos relativamente acostumados com a paz dos dias de hoje, promovendo o Islã, com todos os meios possíveis, derramando seja qual for o sangue.

Entretanto há uma diferença, o próprio Islã está de luto, e segundo os maiores líderes, o EI está buscando o poder, e nada mais que isso. Seria justificável então derramar sangue se a luta fosse genuinamente religiosa? Lógico que não. Então porque, como cristão, eu justifico o derramamento de sangue descrito em diversas partes da Bíblia? Quem disse que justifico? Quem disse que devo defender? Quem disse que devo dizer que isto era necessário? Sabe o que digo? Digo que o que foi feito, foi feito. O que aprendi a defender, defendo. O que me compete entender, entendo.

E o que entendo de tudo isso, puxando as guerras de A.C. para o atual Estado Islâmico de D.C. é que somos nós, agora o povo estranho. Ameaçado por um outro povo que luta e não deixa com vida nada que tem folego, nada que não tenha Allah como seu deus e Maomé como seu profeta. Podemos até adorar, sacrificar e suplicar, a este Deus da Bíblia, que nos mostra ser o arquiteto da vida, que tem ouvidos, e em sua vontade nos atende. Mas me permita alertá-lo de que mesmo que nos cortem as cabeças, nos queimem e formos tirado a terra dos meus pés, estarei conquistando a terra prometida que Jesus, o Filho do Deus de ontem e de hoje, preparou pra mim. Mas antes estivéssemos fazendo isto, orando e suplicando, pra que o terror não se espalhe, não chegue até nós. Que de alguma forma Deus nos livre do fio da espada. A verdade é que não estamos nos importando, o EI está longe demais. Estamos em paz, não é? A pergunta é: Até quando?

Sinto muito aos que se dizem "sem religião" estarem se sentindo seguros, aos ateus e a todos que não se metem nesse negócio de religião, sinto, sinto mesmo, mas vocês também não estão livres. Estes devem se curvar a Allah e a Maomé, se quiserem manter suas cabeças acima do pescoço. Bem, eu sei pra onde vou, mesmo que o EI chegue até mim. E você?

domingo, 7 de dezembro de 2014

Não leia este texto!


Psicologia inversa? Um pouco, mas não apenas isso. Se já começou a ler, então peço que ponha sua conta em risco.

Prepare-se para uma contradição. Sei que escrevi, gastei meu tempo, atenção e meu português, mas você não precisa ler esta mensagem. Só que espero profundamente que você não vá embora agora... Sim, gosto de jogos perigosos. Desafiá-lo a ir embora e desejar profundamente que você fique. Mas faço isso porque sei que posso contar com você - conto literalmente, e nos dedos, os indivíduos do meu seleto grupo de leitores. Então se ainda está aqui, se acostume com esta palavra: CONTRADIÇÃO, pois este texto pode até ser útil agora, mas no fim te desafio que olhe-o com desprezo. E se possível, com um pouco de nojo, daqueles de dizer "Argh!". Como posso aconselhar isso com um texto voltado para a espiritualidade? Eis aí o seu segundo desafio.

O homem... não peraí, preciso de algo um pouco mais abrangente! A humanidade... parece perfeito, ok, posso começar com isso. A humanidade, gente que vem, gente que vai. Quem vem passa pouco tempo, quem vai nunca mais volta, mas há as exceções, alguns não vão por completo, ficam, mas ficam só o nome, as vezes o nome fica porque saiu algo de interessante de sua boca, se coisas más ou boas, dependendo da importância, sempre ficam. As vezes ficam o nome, o que saiu da boca, e o que se fez, se bom ou ruim, fez ta feito, ficou também! Ok, agora pergunta clichê: O que você deixará para a posteridade? Olha muita gente não deixa nada, fique tranquilo se é isso que você também quer deixar. Mas se você quer deixar alguma coisa, se pretende que algo seu fique registrado na ata da humanidade, gostaria de lhe dar uma dica: Não se preocupe com isso!

Falei pra se acostumar com a bendita contradição. Então, o que quero com isso dizer? Aquele que quer ser lembrado não pode querer ser lembrado! Tá, como assim? Não, não será uma aula sobre a humildade. Também não será um convite para plantar uma árvore discretamente, ou muito menos uma doação do seu décimo terceiro para uma instituição de caridade - se bem que... Mas enfim, será uma forma de dizer que o que fazemos agora, nesse exato momento é inútil, é raso, é pouco comparado as exigências que uma marca na história necessita. Ser ou não ser nunca foi uma boa questão. Fazer ou não fazer, talvez seja uma questão melhor, que me perdoe Shakespeare. Sim, mas fazer o que?

Cheguei no quinto parágrafo e digo abertamente que você ainda não sabe sobre o que está lendo... bem, pior ainda vai ser descobrir que não tenho nenhuma solução aqui a qual você mesmo já não tenha passado por cima. Sim, quero dizer na sua cara que você passou por cima de muitas soluções e ainda teve curiosidade de procurar algumas dessas soluções aqui. Deixar você confuso no meu quinto parágrafo é o meu papel hoje, aliás, fiz o quinto parágrafo porque achei que tinha te enrolado pouco. Ei, psiu! Espere, vai perder a melhor parte se for embora agora.

O que quero com isso? Quero falar sobre a inutilidade do discurso. Quero falar sobre o quanto as palavras hoje entram num ouvido e saem pelo outro. Ou entram nos olhos e escorrem pelo nariz, sem criar raiz em nossos neurônios. Quero alertá-lo sobre o fato de que enquanto ouvimos discursos, ou lemos sermões, pessoas precisam da nossa simples atenção. Em suma, quero dizer que chegamos ao século XXI e ainda achamos que precisamos de discursos... Conservamos a raquítica ilusão de que mais um discurso resolverá de uma vez por todas a nossa vida.

Preciso falar que Jesus instituiu os dois maiores mandamentos não com palavras, mas com ações? "Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes." (Mc 12:30-31). Assim disse. Disse? Me perdoe! Assim fez! Qual o nível de realidade essas palavras existem em nós? Acho que não há pecado maior do que fazer da palavra de Deus, apenas palavra.

Não, não simpatize com este texto. Chegou a hora de agirmos e sair da teoria. Nós esquecemos que palavras perfeitas como amor, perdão, paciência, generosidade, humildade, etc, etc, etc... existem para ilustrar o que existe aqui fora. Existe? Desejo o fim do discurso? Não... infelizmente não posso desejar isso. Não posso e não devo, até eu precisei dele hoje aqui.

"Enquanto palavras forem sempre a solução para o mundo, problemas serão sempre problemas para o mundo." Frase bonita né? Eu que fiz! Do que ela ou todo esse texto serve? Nada. Enquanto forem apenas palavras. Aliás, esqueça a posteridade. Faça com que suas atitudes sejam o mais eficaz discurso que mude o mundo em sua volta. O futuro cuidará de si mesmo.

Ainda bem, já chegou a hora de dizer "Argh!". Bem alto!
Difícil dizer né? Adoramos discursos!

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Um doce melodia


Não, não vou falar sobre que tipo de musica você deve ouvir, e me desculpe se foi por esse motivo que você chegou até aqui, mas garanto, vou falar de algo muito melhor.
Sabe... acho interessante como Deus fala comigo. Nunca tive o prazer de ouvir o som que emana da sua voz, mas
de alguma forma ele fala em silêncio, e ainda as vezes explica ao mesmo tempo o que Ele quer dizer.
Estava eu vendo uma aula de teoria musical, onde em rápidas palavras o professor estava mostrando as notas de um teclado. O mesmo desenhou uma sequencia pequena de teclas, quase duas oitavas - pouco mais de 10 teclas -, e ali estava uma sequencia audível normal, capaz de reproduzir uma música simples. Com aquelas poucas teclas não se dava pra exemplificar um clássico de Beethoven, no máximo uma cantiga de roda, repito, das mais simples.

E foi aí que o Santo dos Santos falou comigo, mais rápido que um raio e tão eficaz quanto uma espada afiada: "Sua vida e a de muitos homens que pisaram nesta terra, são uma sequência de uma oitava e outras poucas teclas a frente, você só consegue ouvir essas poucas notas, e com elas consigo fazer uma melodia bonita e adoro ver como você fica feliz acalentado pelo som que eu lhe proporciono. Mas existem outras teclas. Outras notas. E eu não vejo a hora pra usá-las com você. Algumas nesta vida, outras na eternal. Foi pra isso que Eu preparei um Lar no Céu. O que eu tenho aqui é algo extraordinário! Eu preparei a partitura completa da sinfonia mais linda que o espírito do homem jamais contemplou, mas que tem todo o potencial para contemplar. Mas a escolha é sua, Filho. Você deseja ouvir essa música comigo um dia, ou prefere apenas uma oitava de notas?"

Percebi, e é incrível o que eu estou imaginando, e juro que não entendo se caso eu fui o único ao qual Deus contou essa nova interpretação da vida. Não vejo em mim competência para esse extra, essa tecla, essa nota a mais, que Ele acaba de sussurrar ao meu coração. Me espanto, quando penso que no ano de 1711 um homem chamado Bartolomeo Cristofori, desenhou, planejou e construiu o primeiro Piano, peça por peça, tecla por tecla, para 302 anos depois um cristão, que nem se quer se acha digno do título que carrega, entender que esse instrumento foi feito não apenas para fazer-nos ouvir lindas melodias, mas para dizer que, justamente a melodia que nunca escutamos é a mais importante de todas, e para ouvi-la não precisaremos de um piano, mas sim, da Fé!

Achamos lindo o que podemos fazer com as poucas teclas que possuímos. Com as poucas e "suficientes" bençãos que Deus nos da aqui. Quantas vezes achamos que isso já é tudo, principalmente os que acham que possuem todas as teclas que precisam. E percebo o porque que muitos outros buscam incansavelmente as teclas que não tem, outros da maneira certa, outros nem tanto. Isso apenas deixa claro que sim, existem outras teclas, e sim, não precisamos nos matar por elas, passar por cima de ninguém. Deus nos revelará naquele grande dia.

Por isso, por tudo que eu considero mais sagrado, acredite, a melodia que o faz acordar, comer, trabalhar, lucrar, amar, sorrir, chorar, desejar e sonhar... sobre a mais lúcida ótica, não passa de uma breve e simples canção de ninar.

"Mas, como está escrito:As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam." (1 Coríntios 2:9)

Paz a todos, em Cristo Jesus. Nossa mais doce melodia!

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Sim, mas... de tudo isso, o que é que importa na verdade?


Sabem...
Outro dia li a seguinte frase: "Quem não aparece não é lembrado!". Só quero dizer que não precisamos pensar assim.

Sabe, não importa se vc aparece, ou não, o que importa é se vc faz o seu trabalho de maneira eficiente, ponto. Minto... tem mais! E que seja de uma forma que vc não deixe faltar nada daquilo que deve estar lá enquanto for sua responsabilidade manter as coisas assim.
A verdade, e por favor leia isso com muita calma, é que o que importa é deixar um pouco de você na vida de quem vc percebe que precisa. De quem está perto, ou tlvz de quem está longe. Mas o fato é, deixe um pedaço de você, seja onde for, com quem for, ou quantas vezes for necessário. E isso não quer dizer que será pra todo mundo. Mas será para o seu "todo", que é o "tudo" que vc precisa.
E que seja um pedaço bom, pq pedaços ruins vc vai deixar sem querer, rsrsrs, e vc não vai evitar, não tem como evitar. Somos ótimos em deixar cair as bolachas com a manteiga virada para baixo, quebrar os ovos no chão... enfim, somos "perfeitos problemáticos" em potencial.
Por isso, se for fazer questão por alguma coisa, faça em deixar o seu melhor pedaço na vida de quem vc gosta, de quem quer bem... de quem vc ama.

Acho que cheguei no limite da paciência de leitura na internet, melhor parar por aqui, não quero fazer vc bocejar. Quero fazer vc amar!
E acredite, o amor verdadeiro, na maioria das vezes, é o que ninguém vê, o que ninguém sabe, o que não aparece...

Por isso, e outras coisas que só Deus e vc sabe... Boa Noite! :)

quinta-feira, 3 de julho de 2014

O que você quer ser quando crescer?


É o que estes versos logo abaixo, me fizeram pensar, ou melhor, lembrar. Pois este título interrogativo interposto a nós agora, está arraigado em nossa sociedade ha não tenho ideia de quantos séculos. Pergunta esta, usada para florescer nas mentes infantis a curiosidade e a ousadia de buscar nos seus mais íntimos sonhos, a razão de ser, de existir. Quem nunca foi questionado por ela quando criança? Engraçado, parece que hoje Deus nos viu como crianças, para nos fazer tal questionamento. Digo mais, como se já não soubesse o que seremos quando "crescermos" - apesar de saber que talvez você já esteja bem velhinho para essa pergunta. Mas quem disse que quem está velho já cresceu?
Leia abaixo o recorte da carta de Paulo aos Efésios, e você vai ser questionado por Deus com esta cândida pergunta, assim como eu fui:

"Quanto à antiga maneira de viver, vocês foram ensinados a despir-se do velho homem, que se corrompe por desejos enganosos, a serem renovados no modo de pensar e a revestir-se do novo homem, criado para ser semelhante a Deus em justiça e em santidade provenientes da verdade." (Efésios 4:22-24)

O que é normal de acontecer quando pensamos no tempo antigo? Não, não... não estou falando do tempo dos seus avós. Estou falando do seu tempo antigo. Do tempo em que você sabia que as responsabilidades e a parte que convém as coisas de adulto estavam longe de chegar. É este tempo que falo. Pode ser sua adolescência, sua juventude, sua mocidade, nestes tão variados níveis de pétalas, que são parte da mais linda fase da flor da vida.
Naquele tempo, existia um homem e uma mulher que permitia-se errar não apenas porque automaticamente os erros geram experiências e aprendizagem, mas também porque errar fazia parte, e faz parte da rotina dos jovens. Daí a pergunta: "O que você quer ser quando crescer?"
Talvez nos fazem ela, para questionarmos nas entrelinhas dessa incógnita outra pergunta: "O que quer fazer de certo, duradouro, e válido nessa vida, quando enfim crescer?"

Quando leio este texto de efésios, percebo que vivemos ou talvez não deveríamos viver na linha que divisa o velho do novo homem. Pois o velho homem habita nas irresponsabilidades, nas corrupções, nos enganos, nas difamações, em fim, na vaidade e no egoísmo que está em uma vida sem dar importância ao alimento espiritual. Já o novo, segue avante e objetivo no contato com Deus e com seus mistérios. E o mais incrível é saber que provavelmente existem dois homens, dois seres habitando em você neste exato momento. E Deus te convida a pensar com aquela pergunta do título, por mais simples e infantil que possa parecer: Qual desses dois você quer ser quando crescer?

E encontro duas verdades nesta pergunta, a primeira é que se Deus me questiona assim é porque ele sabe que ainda não sou o que poderia vir a ser. A segunda, é que me parece que chegou a hora de crescer. E para crescermos precisamos urgentemente, ao menos, saber o que queremos ser. Somos crianças. Mas não podemos ser para sempre, Deus nos intima à uma decisão. Hoje.

Não quero forçar a barra, mas se você chegou até aqui, preciso, se é que posso, simplificar o que o texto de efésios nos diz. Existe um Velho Homem dentro de cada um de nós que está travado nas antigas formas de viver. Este caduco é amante de coisas que não renovam, mas que apenas mofa, apodrece e corrompe tudo o que toca. Este velho homem e esta velha mulher necessita conhecer o fim, apesar de estarmos ligados muitas vezes, com unhas e dentes a ele e a ela. É preciso dar lugar ao Novo Homem, este que será renovado pelo modo de pensar, e o pensar em Cristo. Obtendo as surpresas que existem em andar com o dono da vida. Se não bastasse ser agraciado por uma nova vida, Deus nos diz que o novo homem existe para ser semelhante a Ele. Não pela nossa força de vontade ou bondade no coração, mas pela simples decisão que fazemos em permitir o nascimento deste novo homem em nós. Sabe quando vestimos uma roupa nova? Pois é... a diferença é que roupa só está no lado de fora. O novo homem surge de dentro, e ainda assim, seus resultados são visíveis pra quem está aqui do outro lado. Revestirmos, é a palavra que Paulo usa... eu não simplifiquei nada, só repeti. Podemos dizer que não entendemos o recado?

É um milagre! Como pode uma mudança interior afetar o exterior? E nisto, alcançar o propósito de renovar ambos os lados. A decisão de fazer parte desse milagre é sua. A decisão de, enfim, ser o que deve ser quando crescer, é inteiramente sua. De uma coisa sabemos e ficou clara, é possível ser, ainda que, em devaneios e perturbações, digam a você ou você mesmo diz, que não é nada. Talvez você diz que não há mais tempo, que já está velho demais. Ou que ainda há muito tempo, que é jovem demais. Reconsidere! Pois tão claro quanto a luz do dia, vejo o convite que Deus faz pra mim e pra você:

"Vem ser alguém comigo! 
Vem ser alguém! 
Vem ser! 
Vem!"