quinta-feira, 8 de novembro de 2012

A Graça de Deus é Cristo; A 'Grassa' dos homens é Barrabás - texto: Mauricio Zágari


Fui convidado a pregar ontem no culto de ações de graças pelo fim do semestre letivo dos alunos do Instituto Militar de Engenharia (IME), no Rio de Janeiro. O culto tinha um tema: Graça. Por isso, venho meditando há alguns dias sobre esse conceito basilar do Evangelho que, aliás, é perfeito para o post número 200 do APENAS. Para minha surpresa, o que brotou em meu coração ao pensar em algo tão magnífico foi... tristeza, acredite se quiser. E explico por quê. Pois não consegui pensar somente na graça de Deus, mas também na sua expressão no relacionamento entre os homens. Falamos muito sobre ela. Falamos. Mas... será que a temos vivido como deveríamos? Bem, aí a coisa começa a complicar. Pois é difícil encontrar alguém que a viva de fato em sua plenitude. E me incluo nisso, obviamente. Desfrutamos da graça de Deus, mas na hora de refleti-la ao próximo... não conseguimos. Graça falada encontramos por todos os lados. Mas graça vivida? Artigo raro. Exaltamos com toda razão a graça de Deus. Mas acredito que a sua manifestação não está somente no ato divino de salvar. Está em nos conceder o privilégio de nos tornarmos embaixadores da graça ao vivermos dispensando aos outros a mesma graça que Deus demonstra para conosco. Só que, nesse ponto, lamentavelmente temos chutado a bola muito acima do travessão.
A questão é que muitos de nós empacam na graça divina. Jogam âncora ali e dali não saem, estacionados nessa que é a maior característica do amor de Deus. Mas não vivem a graça na relação com os seus semelhantes, demonstrada essencialmente pelo amor e a misericórdia ao próximo. Vejo muitos e muitos exemplos e, ao vê-los, sempre lembro-me de 1 João 4.21: "Ora, temos, da parte dele, este mandamento: que aquele que ama a Deus ame também a seu irmão". E esse, infelizmente, é um mandamento que poucos cumprem. E, ao descumpri-lo, pecam. Confesso esse pecado. Você é capaz de confessá-lo também?
Há muitas maneiras de falar sobre a graça mas não vivê-la. E todas se resumem ao pecado denunciado por essa passagem da primeira epístola de  João: amamos Deus mas tratamos o próximo sem amor. O que, na soma final, é igual a zero. O resultado dessa matemática é nulo.  E vivemos uma vida espiritual no zero a zero.
A graça de Deus se manifesta, por exemplo, em amar o mundo de tal maneira a ponto de se sacrificar por ele. Mas nós? Se formos ser honestos constataremos que estamos longe disso. Tratamos o não cristão como inimigo. Incircunciso. Ímpio. Miserável pecador. Filisteu. Vemos, por exemplo, um homossexual e o desprezamos como uma aberração, sem saber se Deus tem planos para sua vida, como se a graça de Cristo não pudesse alcançar também aquela alma - que é menos especial do que nós, lógico, afinal somos cristão perfeitos e inerrantes e aquele cara é... bem, é um pecador. Fazemos piadinhas entre os crentes em voz baixa,  o tratamos como um endemoninhado ou um personagem de comédia, sem nenhuma compaixão. Pedra nele.
Eu acredito que Jesus salva homossexuais, do exato mesmo modo que salva praticantes de pecados terríveis: vaidosos, iracundos, fofoqueiros, mentirosos, murmuradores, glutões, servos de Mamom, gananciosos, orgulhosos, arrogantes. Salvou a mim e a você, que não valemos nada, por Deus! Como não salvaria qualquer outro? Mas damos uma demonstração ínfima de graça no trato com quem não compartilha de nossa fé. Quando damos.
A graça de Deus também se manifesta no fato de que ele perdoa pecados. Mas nós? Queremos atirar em quem peca a primeira, a segunda e a terceira pedras. E a quarta não seria nada mal, só pra garantir. Meu Deus, como somos implacáveis e soberbos... Como fechamos os olhos aos nossos próprios pecados pós-conversão e fuzilamos sem chance de apelação o irmão que pecou, mesmo sabendo que todos nós também cometemos pecados horríveis todos os dias. Graça? Sim, ó maravilhosa graça, tão magnífica... para mim. Mas para os outros? Para aquele... pecador?! Jamais... Para os outros, se propomos oferecê-la voam acusações de que estamos defendendo a "graça barata" de Bonhoeffer. Implacáveis nós, que a proclamamos mas não a pomos em prática. Matemos os que pecam e dissolvamos seu corpo em ácido, para que não tenha nenhuma possibilidade de restauração.
Olho a ausência de demonstrações de graça de cristãos para com cristãos e imagino o que o Deus da graça tinha em mente ao inspirar Pedro, Paulo, Tiago e João para escrever epístolas que chamam cristãos em pecado ao arrependimento. Qual seria a finalidade do Espírito Santo com isso? Pelo que os homens têm feito, parece que o objetivo do Senhor era levar os arrependidos e perdoados a se tornarem párias dentro de suas igrejas, vidas inutilizáveis, que só servem para sentar no banco, serem segregados e discriminados, morrerem e serem lembrados como "aquele que pecou". De preferência, esquecidos. É para isso que Deus restaura os cristãos que pecaram? Que geração mais impiedosa é a nossa, uma geração que idolatra a graça de Deus mas não tem  entendimento real de sua aplicação entre nós. Pois enquanto a graça da Cruz põe o cristão caído de pé, o veste de branco, lança seus pecados no fundo do mar e os afasta como o Oriente dista do Ocidente, a graça dos homens exila, guetifica, acusa, condena. Literalmente, os ímpios somos nós. Vou repetir: os ímpios, os impiedosos, os sem piedade, os sem compaixão, os sem misericórdia, os sem graça, os sem amor, portanto... somos nós.
Olhe em volta e, por favor, me diga que estou errado. Preciso ouvir isso.
A graça de Deus também se manifesta em priorizar o outro acima de si mesmo, como Aquele que despiu-se de Sua glória para pôr a humanidade desgraçada na porta de entrada do Céu. Mas nós? O outro será sempre o outro. Primeiro eu, depois o que me interessa, em seguida o que me convém, logo após meu ego e por último eu de novo. O próximo que temos de amar como nós mesmos habita o nosso espelho. Se não tem nosso nome e sobrenome, que Deus tenha misericórdia dele. Pois eu? Tenho que cuidar de mim. Não damos nosso tempo para o outro. Não damos nosso ombro para o outro. Falamos palavras belíssimas sobre amor e graça, mas na hora de nos sacrificarmos pelo próximo... onde? Onde? Onde, por Deus?
A graça de Deus também se manifesta em oposição ao legalismo. Acabei de editar o livro "Kingdom Come", do presidente internacional do ministério Mocidade para Cristo (MPC), David Wraight, em que ele faz uma explanação brilhante sobre isso. Ele aponta 1 Samuel 16.7 como o cerne da questão: “O Senhor não vê como o homem: o homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração”. Mas nós? Não importa quem é fulano, basta um porém e ele se tornará indigno da graça dos homens - dos homens, claro, pois para a graça de Deus não há ninguém indigno, ela é cega ao pecado e submissa somente ao misericordioso e amoroso querer divino. "O principal problema com o legalismo é que focaliza no que fazemos, ao invés de focalizar em quem nós somos", explana com brilhantismo David Wraight.
A interação de Jesus com os fariseus e mestres da lei mostra que o Senhor está muito mais interessado na essência do ser, com os valores instrínsecos que norteiam o nosso viver, do que na obediência a uma lista de tarefas a serem cumpridas ou não. É por isso que Davi foi chamado - e muitos não entendem por quê - de "homem segundo o coração de Deus": pois o Senhor não olhava para aquele assassino e adúltero como um assassino e adúltero, mas como um homem de Deus que assassinou e adulterou. A diferença é monumental - ou nem um único cristão escaparia, será que você consegue enxergar isso? Nem um único.
Uma vez que vieram o arrependimento, a confissão e o perdão, o pecado cometido é eliminado e, diante dos olhos do Todo-Poderoso, permanece tão somente a essência daquele que pecou. Você já teve curiosidade de ler o que acontece na vida do rei Davi após matar, adulterar e ser perdoado? É revelador que no mesmo capítulo da Bíblia que relata o confronto entre o profeta Natã e Davi acerca dos pecados do rei (2 Samuel 12), logo em seguida o texto mostra Davi sendo honrado por Deus, que lhe concede uma vitória estrondosa sobre os amonitas. Para Deus, restauração e triunfo. Para os homens? Vale a Lei: apedrejem Davi. Morte ao homem segundo o coração de Deus. Na teoria, amamos a graça. Na prática, vivemos o legalismo.
A  graça de Deus sempre nos trata como não merecemos, segundo a bondade e a misericórdia do Senhor e não segundo a nossa pecaminosidade. Já a graça dos homens nos pune por muito mais do que fizemos, sem misericórdia e muitas vezes sem uma justa justiça (pleonasmo proposital). A graça de Deus põe a Cruz em primeiro plano. A graça dos homens põe o pecado em primeiro plano. A graça de Deus diz "nem eu te condeno, vai e não peques mais" a graça dos homens diz "você está perdoada, mas fique longe de mim". A graça de Deus diz "pecado? Que pecado?". A graça dos homens diz "tá vendo aquela ali, é fulana, aquela safada que cometeu aquele pecado que te contei". A graça de Deus é Cristo. A grassa dos homens é Barrabás.
Por isso que você leu no título deste post "a grassa dos homens": não, não é um erro de português ou de digitação. É apenas uma forma de mostrar como a graça de Deus nas mãos dos homens torna-se algo distorcido, equivocado, que tem aparência de graça, som de graça mas só é graça aos ouvidos de quem ouve o discurso. Na prática, égrassa mesmo. Curiosamente, o dicionário define "grassa" como, veja você, a "propagação de uma doença"...
Você se lembra que, depois de ter assassinado, adulterado e de ter sido perdoado, Davi novamente incorre em pecado, ao mandar fazer o recenseamento do povo? Um pecado terrível, fétido às narinas de Deus, chamado vaidade. Quando o profeta Gade lhe dá a opção de escolher entre três tipos de punição, o pecador que já tinha sentido na pele tanto a graça de Deus quanto a grassa dos homens sabiamente escolheu, como relata 2 Samuel 24.14: "Prefiro cair nas mãos do Senhor, pois grande é a sua misericórdia, a cair nas mãos dos homens".  O conceito que Davi tinha da misericórdia dos homens não era dos melhores. Por que será?
Olho ao redor, olho para dentro de nós e, infelizmente, constato que nada mudou dos tempos de Davi para cá. Sou homem. Portanto, estou tão sujeito como qualquer outro a manifestar a grassa crendo piamente que estou sendo um justo agente da graça. Por  isso minha oração é que Deus me permita entender Sua graça, para ser menos injusto e cruel do que sou no trato com meu semelhante. Já fui muito mais implacável do que sou hoje. As pancadas da vida me ensinaram um pouquinho mais. Até porque sou pó, não valho nada e não tenho moral nenhuma para não estender graça ao meu próximo.
Você tem? Se tem, sinta-se à vontade para atirar a primeira pedra...
Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício.
Mauricio Zágari | 08/11/2012

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Desmascarando o Evolucionismo e Ateísmo - GENIAL!

PARTE 01


PARTE 02


PARTE 03


PARTE 04 - FINAL

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Está com medo daquilo que é incerto? Sente-se inseguro e incapaz ante o futuro? BEM-VINDO AO CLUBE!

    Conflitos existem, e o mundo está lotado deles, no mundo eles dão movimento as coisas, basicamente pra no futuro virar história. Da mesma forma na natureza, água vs fogo, vento vs montanhas, presa vs predador, etc.
    Entretanto existem aqueles conflitos que surgem dentro de nós, e esses não são tão fáceis de aceitar ou conviver, achamos lindo os conflitos externos, mas e quanto aos nossos? Fingimos que não os vemos?
    Eu não posso responder por você, afinal os conflitos surgem de diferentes formas de acordo com o que acontecem em nossas vidas, especificamente, com o que as pessoas fazem em nossa vida. Será sobre mim, você e as outras pessoas que eu quero me ater nessa breve mensagem.

# O que é incerto pra você?
    Depois de ler passagens bíblicas, ouvir mensagens de sábios pregadores e bons livros de autores cristãos, e refletir sobre a minha própria história de vida, eu aprendi que nessa vida tudo é incerto. Vamos direto ao ponto, acordar e planejar o dia é simples, muitas vezes por os planos desse único dia em prática torna-se uma batalha, digo por mim, raros são os dias em que deito a cabeça no travesseiro satisfeito com a lista da agenda feita, mas na maioria das vezes percebo no fim do dia, que o relógio não esperou por mim, e este dia que passou, se tornou incerto, mesmo que eu tenha acordado nele sabendo o que eu deveria fazer.
    Agora imagine os nossos planos não diários, mas aqueles que estão para daqui a alguns meses ou anos, o que dizer deles? Serão realizados ou não? Pelo que aprendi nessa vida... Só Deus sabe!
    Ante as incertezas, eu aprendi que eu preciso simplificar as coisas, não posso agarrar tudo, engolir o mundo de informações, ideias e paixões de uma vez só. Aprendi que nessa pequena e breve vida, os dias devem ser vividos cada um na sua vez, afinal não podemos experimentar outra vez o passado, muito menos o futuro (quem sabe amanhã), tudo o que temos é apenas esse único dia que Deus nos deu. Por isso, faça o máximo para extrair os ensinamentos deste dia, assim seus dias não precisaram ser previsíveis, mas visíveis apenas.

# A insegurança e a incapacidade bate a porta?
    As pessoas que nos cercam são mestres em nos deixar inseguros, pois todos esperam o melhor de você, nada mais que a perfeição. Existe método melhor para deixar alguém inseguro? Acredito que sim, mas ainda não vivi o suficiente para conhecer.
    Mas o fato é, nós também contribuímos com eles, seja exigindo dos outros ou de nós mesmos aquilo que é impossível de se alcançar. O mais incrível é saber que tem seres-humanos andando por esta terra achando-se perfeitos, ou talvez incorrigíveis.
    Grande parte da nossa insegurança se dá por acharmos que não podemos ser corrigidos, a correção para nós adultos é um bicho de 70 cabeças, mas eis o paradoxo, se você como um bom homem ou mulher de bom senso se acha imperfeito ou imperfeita, porque então temer as correções, as críticas e o pior de todos, a desconexão e a desarmonia com o outro, muitas vezes com aquelas pessoas que amamos.
    Entenda que querer ser aceito por alguém é uma forma de dizer: "Estou me doando a você. Você quer um pouco do meu eu?". E esta doação é linda, pois não somos felizes sozinhos. É normal alguns amarem mais os outros do que a si, a comprovação está naqueles que fazem da sua vida uma ferramenta para ajudar os outros, aquilo que é uma doação ao extremo.
    Mas existe um ponto na nossa vida em que quem não viveu ainda vai viver, trata-se do enjoo de si mesmo, isto é um sinal daqueles que preferem ouvir do que falar, dos que gostam mais de ajudar do que ser ajudados. Por isso se esse (assim como eu) é o seu caso, não nos conformamos com a solidão, precisamos ver, andar e conversar com os outros, para nos desligarmos de nós e nos ligarmos ao outro, aquele que é tão diferente de mim e de você. Parte das incompatibilidades sejam em relacionamentos amorosos ou simplesmente afetivos, são realidades destruídas por conta da incompreensão deste fato, o de não precisarmos de alguém igual a nós, mas sim, diferentes, pois de igual já basta você mesmo, e do que me seria útil outro alguém como eu? Para errar duplamente como eu? Para falar igual a mim e pensar como eu penso? O que me acrescentaria alguém assim?
    Fico feliz em saber que sou cercado de gente que é diferente de mim, e que compartilha dos mesmos problemas, conflitos e inconformidades, mesmo que esses sentimentos estejam no mais escondido baú no ultimo quartinho da alma, mas eles estão la e provavelmente vão nos acompanhar pelo resto da vida, pois é isso que nos torna sensíveis, humanos, vivos.
    A própria insegurança e os pensamentos confusos me levaram a escrever esse texto, mas quando penso que todos assim como eu, estão nesta vida pela primeira vez, todos são novatos nesta mesma escola chamada vida, que não tem veteranos ou professores mas apenas alunos, sinto-me a vontade em viver e aceitar com sabedoria aquilo que a vida me trás, sendo bom ou ruim, preciso conhecer a lição por trás de todas as situações.
    Comece a enxergar assim para simplificar e compactar o peso do ontem, do hoje e do amanhã, ore a Deus pedindo que Ele abra seus olhos para entender o que diz as passagens bíblicas e sobre a paz que os sábios pregadores falam. Nunca se esqueça que Jesus te ama e já pagou o preço das suas tristezas mais profundas, para nos fazer feliz e termos esta paz, e isto é tão básico quanto feijão com arroz e tão nutritivo para o espirito quanto todas as vitaminas juntas.

    O resto da mensagem não será lida por aqui, mas vivida por você, caso eu tenha ajudado comente abaixo, compartilhe esta mensagem e acompanhe este blog.
    Até a próxima e que Deus te abençoe.